Fair Play financeiro em discussão no ciclismo.

Lappartient discute como parar a Sky, e estuda implantar Fair play financeiro.

Vários ciclistas profissionais criticaram publicamente David Lappartient depois que o presidente da UCI expôs seu desejo de tirar o domínio da Team Sky no Tour de France.

A equipe britânica conquistou seu sexto título em sete anos em julho através de Geraint Thomas, com Chris Froome também terminando no pódio. A dupla foi bem apoiada enquanto seus companheiros de equipe mais uma vez ditavam o ritmo nas montanhas.

Lappartient, francês, homem forte da UCI.

“Eles vencem, mas o público vê as coisas de forma diferente, eles querem um show. A Sky é como um time de futebol que joga muito bem, mas sem empolgá-los”, disse Lappartient.

“Quando o espectador vê oito ciclistas da mesma equipe ditando o ritmo e controlando a corrida, eles rapidamente trocam de canal para assistir a uma novela. A bola está em nossa mão, e cabe à UCI garantir que suas corridas sejam atraentes. “

Lappartient pediu uma versão do fair play financeiro, coroando o orçamento de folha de pagamento das equipes para espalhar os melhores ciclistas de maneira mais uniforme através do pelotão, e também reduzir o tamanho das equipes em Grand Tours, de forma a ter 6 atletas em voltas de 3 semanas. Ele também questionou se a proibição de rádios e medidores de potência poderia ajudar a tornar a corrida mais atraente para o público.

Willie Smit reagiu as declarações de Lappartient nas redes sociais.

Após as declarações, Lappartient foi amplamente criticado, pelo pelotão nas redes sociais.

“Essa é a maior piada que eu já vi no ciclismo”, escreveu Willie Smit, de Katusha-Alpecin, aparentemente fazendo referência à guerra pública de palavras do presidente da UCI com o diretor da Sky, Dave Brailsford.

“Foque em tornar nosso esporte um lugar melhor e sustentável, para que ele beneficie o esporte e as pessoas que se sacrificaram tanto por isso, em vez de ter uma disputa pessoal!”

Thomas De Gendt, da Lotto Soudal, foi um pouco mais sarcástico em sua opinião.

“Somente etapas de 65km, sem campos de treinamento permitidos, sem jantares, e apenas 2 garrafas de água por dia e máximo de 2000 calorias por dia. Os ciclistas não podem sprintar/atacar por mais de 20 segundos. Apenas 4 marchas podem ser uasadas por dia e spray de pimenta antes de cada início de etapa “.

De Gente, veterano, não passou batido e também se pronunciou.

Respondendo a De Gendt, Michal Kwiatkowski, da Team Sky, ex-campeão mundial da UCI, questionou se o Lappartient tinha um problema com o domínio em si, ou melhor, com o Time Sky.

“Domínio de Sagan = excitante. Domínio clássico de Quick-Step = excitante. Dominio da  BMC TTT = emocionante. Domínio do Sky Grand Tours = chato, então vamos virar a bicicleta de cabeça para baixo”, escreveu ele.

“A RCS não promove a prova  Milan-San Remo através do que eles deveriam fazer com os primeiros 250 km de ciclismo sem graça. Ao invés disso, eles falam e promovem as melhores coisas deste evento e isto é ótimo para o ciclismo.”

Dan Martin, da Emirates Emirates Team, que recebeu o prêmio de atleta mais combativo do Tour, por seu ataque implacável, também se juntou ao debate. O irlandês sugeriu que a UCI deveria fazer mais para ajudar os que estão na base, em vez de restringir os que estão no topo.

“Certamente faria mais sentido ajudar as equipes de orçamento menor a conseguir mais dinheiro do que restringir a renda ao esporte”, disse ele. “Comparado ao futebol e à fórmula 1, o ciclismo já é uma relação ruim. Mais dinheiro para equipes menores, talvez?”

Dan Martin, foi além dizendo para a UCI se preocupar mais com as equipes menores.

Ainda sobre o assunto, ontem eu assisti o Vlog do PraQuemPedala, veou deixar o vídeo no final do post, que abordava este assunto. O modelo no ciclismo mundial é ruim. Se comparados com as ligas, não há garantia de retorno para as equipes. O vídeo do Henrique explica mui bem isso.

A NFL (Futebol americano) gerou na ultima temporada 14,7 bilhões de dólares de renda bruta, das quais mais da metade disso é distribuída entre os 32 times da liga. No ciclismo não. O tour por exemplo gera uma grande receita, pois é o maior evento esportivo do anual e é visto no mundo inteiro, porém quem negocia e lucra com isso é a ASO, Amauri Sports Organisation, e ela não repassa nada aos times, além das premiações.

Os times vivem exclusivamente dos patrocínios, por isso, tanta mudança nos nomes das equipes. Restringir uma equipe é ir contra ao modelo vencedor da NFL por exemplo. Como resolver isso, há muitas teorias e todas elas envolvem muito dinheiro. Qual sua opinião? Abaixo vídeo do PraQuem Pedala.

Vídeo PraquemPedala.

Fonte:  CyclingNews e PraquemPedala.

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