Double é o sonho de consumo de muitos atletas.

Historia das tentativas de Double, após 1998. Marco Pantani foi o ultimo a conquista-lo.

Depois de se tornar apenas  3º ciclista a ganhar o Tour de France e a Volta da Espanha (2017) na historia do ciclismo, Chris Froome (Team Sky) volto seus olhos para um objetivo ainda maior em 2018, vencer o double Giro-Tour, feito que seus maiores concorrentes na ultima década tentaram mas acabaram sucumbido em uma ou até mesmo nas duas provas.

O double mais famoso, Giro-Tour, teve mais vencedores que Tour-Vuelta, 7 ciclistas ja conquistaram tal dobradinha na mesma temporada. Aliás nomes de peso como Eddy Merckx, Bernauld Hinault, Fausto Coppi, Jacques Anquetil, Stephen Roche, Miguel Indurain e a ultima conquista veio com o italiano, também conhecido como o Pirata, Marco Pantani. Tal feito é de grande relevância, pois Pantani, de toda essa magnifica lista foi o único a vencer o double no atual modelo de disputa, ou seja, 5 semanas entre o fim do Giro e o inicio do Tour. Antigamente o tour tinha até 3 meses entre o fim de um e o inicio do outro.

Alguns ciclistas que foram ao Tour, após vencer o Giro d’Italia, não obtiveram sucesso, desde 1998, quando Pantani venceu o double. Outros vão ao Tour apenas para apoiar outro atleta da equipe, como nos casos de Paolo Salvodelli em 2005 e Vicenzo Nibali em 2016.

Vamos ver como foram os atletas que iniciaram a temporada com objetivo principal de vencer o Giro-Tour e que fracassaram em um ou em ambos:

Gilberto Simoni (2003)

Gilberto Simoni, campeão do Giro de 2003.

 

Simoni inicioi 2003 com a convicção de que poderia ganhar o Giro e o Tour. Após iniciar seu objetivo bem, vencendo o Giro, Simoni que era atleta da Saeco, amargou a 84ª posição a mais de 1 hora do vencedor Lance Armstrong (USPS) que viria a perder o titulo mais tarde por doping.

Denis Menchov (2009)

Menchov, após verncer o Giro de 2009.

O russo foi para a temporada certo que poderia desbancar um jovem espanhol (estamos falando de Alberto Contador) e a volta de Lance Armstrong, após seus 7 titulos seguidos no Tour. No Giro, tudo de certo, Menchov faturou duas etapas e Maglia Rosa. No Giro o buraco é mais embaixo. Não conseguiu repetir o desempenho da Volta italiana e amargou a 51º posição. Mais tarde viria ainda a ser desclassificado como Armstrong foi.

Ivan Basso (2010)

Basso, beija troféu em 2006, após vencer o Giro daquele ano.

Após ser campeão em 2006 e não tentar o Tour do mesmo ano devido a Operação Puerto, foi retirado da escalação de ultima hora, Ivan Basso, após cumprir uma suspensão retroativa, iniciou 2010 determinado a conquistar o Giro-Tour. Os planos não saiu como o esperado, no Giro, correndo em casa ficou em 41º na classificação geral e no Tour um desempenho pior ainda, abandonando na 10º etapa.

Alberto Contador (2011)

Alberto Contador e Paolo Tiralongo, após 19º etapa, vencida pelo italiano.

Em 2011, o jovem espanhol ja era uma realidade, e decidido iniciou o ano afim de conquistar o double. Depois de uma vitória esmagadora no Giro, impondo seu ritmo e estilo aos demais, inclusive vencendo duas etapas de alta montanha, Contador foi o Tour como franco favorito ao Yellow Jersey. É verdade que o espanhol não teve sorte naquele ano, pois sofreria com algumas quedas e acabaria o Tour daquele ano em 5º, edição que teve o australiano Cadel Evans como grande campeão. Um 1º lugar no Giro e um 5º no Tour não parecia um ano ruim, afinal o double é para poucos, mas Contador ainda viria perder o titulo do Giro, após suspensão retroativa por uso de Clembuterol. Após término da suspensão, Alberto ganhou duas Voltas da Espanha e 1 Giro d’ Italia, mas Tour que é bom……

Ryder Hesjedal (2012)

Hesjedal é escoltado durante Giro de 2012.

No ano de 2012, ninguém imaginava que Ryder Hesjedal ganharia um grand Tour, que dirá fazer um double. Depois de uma disputa emocionante com Joaquim Rodrigues, Hesjedal, assumiu a Maglia Rosa na ultima etapa, durante o CRI daquela edição. Empolgado com a conquista, o canadense foi contudo para o Tour, mas como ja falamos, a camisa amarela é a prova mais disputada e o atleta acabou abandonando na 7ª etapa. Este ano Sir Bradley Wiggins venceu o Tour com um até então desconhecido Chris Froome em segundo na geral.

Alberto Contador (2015)

Contador repete os resultados de 2011, mas desta vez mantém eles até hoje.

Após 2011, após suspensão por uso de clembuterol, contra tudo e contra todos, Alberto Contador se lançou novamente candidato ao double. Se preparou para vencer o Giro, que de fato ocorreu, mesmo sem vencer etapas mas atuações convincentes, principalmente nos CRI’s e nas etapas de alta montanha. Fabio Aru e Mikel Landa (ambos Astana) não se entendiam e Contador deitava e rolava. No inicio de junho, o Tour se inicia com grandes nomes. Contador, tinha companhia de um Froome mordido por não ter ganho nada em 2014, um Quintana loco para se firmar no cenário dos grandes além de outros grandes nomes. Resultado, o mesmo de 2011, um 5º lugar no Tour.

Nairo Quintana (2017)

Quintana e seu algoz, Tom Dumoulin no Giro de 2017.

O poker face do ciclismo mundial, Nairo Quintana, após vencer Giro (2014) e Vuleta (2016) chega decidido a conquista o double, Giro-Tour. Na primeira tentativa do ano o Giro, sucumbi a um rolador nato, Tom Dumoulin, que de maneira dramática vence o Giro. Alias, está edição foi de longe a melhor dos últimos anos, com 5 atletas brigando até o final pela Maglia Rosa. No Tour, Quintana oscila demais e termina a volta francesa apenas na 12º colocação, loge +15 minutos de Froome, campeão pela Quarta vez.

Christopher Froome (2018)

Será que a historia irá se repetir? Para qual lado? a de Pantani ou a de Quintana? Conheça o percurso da prova italiana no site oficial www.giroditalia.com

Fonte: Cycling News

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